Black Hat SEO: quando não se sabe brincar
Janeiro 31, 2009
Quando se fala em otimização de sites, muitas pessoas pensam logo que é levar rapidamente uma URL à primeira posição da SERP, a qualquer custo. E começam a usar técnicar não muito legais, antiéticas (acho que ficou assim depois da reforma ortográfica) e que enganam o usuário e os bots. Essas técnicas são chamadas Black Hat SEO.

É interessante conhecer essas formas de trapaceio para poder evitá-las nas suas URL e alertar as pessoas que possam estar fazendo isso – afinal de contas, os buscadores punem quem utiliza essas práticas e nem todos usam Black Hat intencionalmente. A falta de conhecimento pode levar algumas pessoas a aplicarem medidas não-aceitas pelos mecanismos de busca, e serem punidas sem nem saber ao certo o porquê.
Então, nada de aplicar essas medidas, já que elas são tão condenadas. Pode parecer legal e interessante ter resultado a curto prazo, mas rapidamente ele se perderá, pois os buscadores podem excluir sua URL ou fazer com que você perca posições.
Algumas práticas Black Hat SEO
Keyword Stuffing: uso repetitivo das palavras-chave em um texto ou em meta tags, ou colocar palavras-chave que não fazem parte do contexto da página, apenas pra atrair visitantes.
Textos invisíveis: esse é o que eu mais odeio. É quando é colocando na página um texto com a mesma cor do fundo da página. Esse texto não é lido pelos visitiantes “comuns”, mas é lido pelos bots e por usuários que usam leitor de tela. Na maioria das vezes, são textos que não tem nada a ver com o assunto que está sendo tratado na página.
Cloaking e doorway page: são mais ou menos a mesma coisa – exibem um conteúdo para os robôs dos buscadores e outro conteúdo para as pessoas. Essa é a técnica mais burra de todas. O usuário digita a palavra-chave na busca, e na esperança de ter achado o conteúdo que precisa, clica e é direcionado para uma página diferente da que pensou que fosse. Deve ficar menos de 30 segundos e sair fora. Aumenta o número de visitantes e só. Grande coisa.
Link farm: uma das técnicas que as pessoas mais podem achar que não faz mal nenhum, mas já foi usado de forma prejudicial. A troca de links em sites não é bem vista pelos mecanismos de busca. Existem pessoas Black Hat que criam páginas somente com links, e esses links apontam uns para os outros, criando assim popularidade artificial para esses sites. Se um página é muito citada, os buscadores concluem que essa página é confiável – e isso é simulado pelo link farm. Acontece que as pessoas trocam links o tempo todo na web – e isso pode ser interpretado como link farm e todos podem ser punidos.
Over-Submitting: no desespero de ser indexado, algumas pessoas cadastram as URLs em inúmeros lugares, para ter links apontando para o site o mais rápido possível. Mas cuidado, isso pode ser considerado spam.
Seja dedo-duro.
Quando um site concorrente está na sua frente no posicionamento de um buscador, mas está jogando limpo, tudo que podemos fazer é respeitá-lo e tentar ultrapassá-lo lealmente. Agora, quando alguém fica melhor posicionado trapaceando, temos que esquecer nossos pais nos falando que dedurar os coleguinhas é uma coisa feia e ir contar para o mecanismo de busca que ele não está jogando de acordo com as regras.
Contando para o Google: http://www.google.com/contact/spamreport.html
Contando para o Yanoo!: add.yahoo.com/fast/help/us/ysearch/cgi_reportsearchspam
É preciso denunciar sempre que identificar uma página dessas, para que o cerco se feche contra os Black Hat. Se não sabe brincar, que não desçam para o play.
SEO e CSS: o casalzinho perfeito
Janeiro 25, 2009
Uma das coisas que eu percebi assim que comecei a estudar Marketing de Busca foi que tudo começa com uma boa base nos padrões. Webstandards, CSS com web semântica. Tudo certinho como tem que ser. Esse é o primeiro passo para conseguiur mais facilmente um lugar legal na SERP.
Por causa disso, é preciso que tudo seja descrito através de texto. Os mecanismos de busca secomportam mais ou menos como uma pessoa cega usando um leitor de tela: é preciso que tudo seja descrito, para que ele saiba o que tem ali. É importante ser acessível para todas as pessoas e todos os robôs dos buscadores também. Portanto, descreva tudo que não for textual sempre que possível.
Títulos. Os mecanismos de busca entedem que o que está no título de uma página são palavras bem relevantes para o assunto que está sendo tratado ali, e dão maior peso para links onde as palavras buscadas estão entre as tags title.
Head tags. São as h1, h2, h3, até h6. Use-as para que elas são feitas: títulos, seguindo a ordem de importência dos números. H1 é usado para título de página, h2 para subtítulos e por aí vai.
Negrito. Os buscadores vêem as palavras negritadas em um texto como importantes. Então colocar alguma palavra chave em negrito de vez em quando não faz mal a ninguém. Mas sem exagero.
Meta description. Alguns buscadores exibem essa tag na página de resultados da busca. Então é preciso descrever o conteúdo da página (em aproximadamente 150 caracteres) de forma clara e objetiva, lembrando sempre das palavras-chave. Evite repetir a mesma descrição em toda as páginas do site. Tente fazer uma descrição para cada página.
É importante ter tudo isso em mente, mas é sempre bom nunca esquecer do usuário, das pessoas que irão buscar seus links. Os buscadores dão muito valor a isso.
Então, nada de fazer gambiarras em geral para ficar em primeiro. Eu já disse isso antes, mas não custa repetir: ficar em primeiro é só uma consequência. Conteúdo de qualidade e bem pensado, em páginas com os padrões bem aplicados, garantem muito mais que isso: garantem respeito perante os usuários. A web não é feita de bots, é feita de pessoas.
Palavras-chave
Janeiro 22, 2009
As palavras-chave são o início de tudo. É a partir delas que deve ser baseada toda a campanha de links patrocinados, assim como o desenvolvimento do conteúdo e o bom posicionamento nos mecanismos de busca. É o que você quer que as pessoas digitem na caixinha dos mecanismos de busca para achar seu site.
Ajudinhas. O Google Trends é uma ótima ajuda para quem quer tirar a prova dos nove. O melhor é se concentrar em poucas palavras-chave; por isso, pra desempatar sinônimos ou variações de número e gênero, é bom ver qual dessas palavras são mais procuradas e optar por elas.
Palavras-chave para campanhas de links patrocinados. As palavras muito procuradas nem sempre são as mais interessantes: ela pode não ficar visível na montueira de outras campanhas com as mesmas palavras-chave. Para aumentarmos as chances de atingirmos nossos objetivos e conseguirmos audiência de qualidade (que clique/compre/faça o cadastro), devemos nos lembrar sempre da long tail e focar no nicho para qual o site está direcionado. Em link patrocinado vale tudo, até escrever palavra errada, coisa que não é legal de fazer nas palavras-chave do site.
Palavras-chave no código. A gente pode fazer coisas simples no código e no conteúdo do site para que a URL fique mais “encontrável”.
1. Títulos das páginas. As páginas têm que possuir títulos coerentes, e se possível, que contenham alguma ou algumas das keywords.
2.Header tags. Também conhecidas como h1, h2, h3 e etc. São usadas para títulos do conteúdo da página. Colocar palavras-chaves nessas tags também ajuda.
3.Meta Keywords. Ficam lá ma cima, na parte do head do código HTML. A W3C recomenda o uso das Meta Keywords, mas o Google não liga muito pra elas. É bom pra manter o site todinhos nos padrões.
Escolher as palavras-chave é definir o objetivo do site, e o primeiro passo para fazer conteúdo de qualidade. E isso é mais importante que ficar na primeira posição. Ficar bem posicionado é só uma consequêcia.
Demoras
Janeiro 21, 2009
É eu sei, muito tempo que não apareço por aqui. É que esse ínicio de ano está sendo atribuladíssimo! Entre vários acontecimentos, fui a São Paulo dia 17 para fazer o curso de SEO ministrado pelo Paulo Teixeira, autor do livro SEO: Otimização de Sites (que assim que eu terminar de ler, falarei dele aqui!).
O curso foi muito legal, e apesar de cansadíssima por causa da viagem de 7 horas, consegui me manter bem acordada para aprender tudo que eu podia!

A turma toda que fez o curso
Eu sou a quarta da esquerda para a direita, na fila da frente. A foto foi retirada do Flickr do Paulo. Tem outras fotos da galera do curso lá.
Ainda essa semana aparece o post das palavras-chave.
Links Patrocinados
Janeiro 2, 2009

Os links patrocinados também são chamados de links pagos. Os nomes explicam muito bem: são uma ferramenta de marketing para divulgar uma determinada URL através de espaços pagos nas páginas de resultado dos mecanismos de busca e nos sites que têm espaços publicitários.
Os links pagos complementam a otimização – o tal do SEO – e são cobrados do anunciante pelo sistema Pay per Click (PPC). Isso quer dizer que ao fazermos uma campanha, só será cobrado de nós quando alguém clicar no nosso anúncio, que é nosso grande objetivo. Nossos links serão exibidos quando as pessoas digitarem a palavra-chave (ou quando o assunto do site for correspondete com a palavra-chave) que compramos.
Isso é bem eficaz porque filtramos o público que possa se interessar pelo nosso link, o que aumenta as chances da pessoa clicar e ter o comportamento que queremos que ela tenha (comprar um produto, fazer um cadastro, ler um texto e mais um monte de coisas, dependendo da sua ação de marketing).
Os serviços mais conhecido de links patrocinados são o Yahoo! Search Marketing, o UOL Links Patrocinados e o mais conhecido de todos, o Google Adwords. Isso acontece porque a maioria dos usuários faz buscas pelo Google. E ele ainda tem o Adsense, que faz os anúncios em sites com as palavras-chave. Resumindo, as chances de aparecer são muito maiores.
Reparou quantas vezes eu falei “palavra-chave” nesse texto? É porque elas são extremamente importantes. Definir as palavras-chave de um site é determinante para o sucesso de uma estratégia de marketing de busca. E é sobre elas que falarei no próximo post.